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"... mas louco é quem me diz que não é feliz ..."

Eu preciso de silêncio.

Eu preciso tanto de silêncio mas o barulho do silêncio é tão ensudercedor! Eu falo tanto com os outros, mas comigo mesma eu grito, grito, grito! Grito numa violência exagerada uma angustia sufocada e penso: Meu Deus, o que será que será???... É que eu só queria amar. Eu amo tanto a liberdade que me invade essa falta de amor. Porque meu amor morreu ou vai ver ele nunca nasceu. O que será que será???... Idaguei outro dia sobre o que seria o amor (ou a minha querida tal liberdade...). Descobri que não sei exatamente o que é. De fato, eu só sei o que não é. Mas talvez isso já seja suficiente. Seja uma marca de personalidade, porque por vezes tenho essa mesma sensação, de não saber quem sou, mas saber exatamente o que não sou. Então, minha amada existe e é até quase carne e osso. Basta então ela nascer, renascer (não sei bem se é caso de reencarnação e ou se gerar de verdade...). Mas o que é certo é que é um parto! Ou aborto? Sinto por vezes que ela é abortada... até em mim (seria meu amor ...

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Eu preciso de silêncio.

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Eu quero tudo num sengundo. Cansei.

Vida de Gado

Ando lendo muito Nelson Rodrigues... Fui contaminda por sua síndrome cronista... Hoje no trem visualizei essa crônica... A cena é simples, simplesmente cotidiana de paulistanos sem carro a caminho do trabalho às 7h30 da manhã... Mas hoje não foi dia de todo dia, dia-a-dia, houve uma novidade: algum trem quebrara na primeira manhã. Acontece às vezes, muda tudo. O trem que passa precisamente de 5 em 5 minutos (nesse horário em que todos saimos de casa rumo ao trabalho), sistematicamente de 5 em 5 minutos, passou a 15, e as pessoas se amontoavam nas plataformas. E a angústia mutiplicava nos corações. Como é desesperador um dia que não foi programado de acordo com o grande relógio virtual da cidade que não para! Dentro do trem, a situação de gado que somos trasnsportados diariamente e que é sublimada, esquecida todo dia foi verbalizada... (Foi no transporte público que eu descobri que aquela lei da física "dois corpos não ocupam um mesmo lugar ao mesmo tempo" poderia ter-se equiv...

Eu vejo gente morta!

Eu vejo gente morta! Enxergo a todo tempo mortos sociais. Incomunicáveis com sua própria vida e sociedade, consigo mesmos, os mortos sociais soam como aparições. Até assustam quem os enxerga de vez em quando. E precisam de mediunidade para que alguém escreva sobre eles, sobre suas histórias (que não são estórias...) pq como sem-vidas, foi-lhes tirado o próprio direito de comunicação, direito de serem ouvidos quando falam por falarem qualquer linguagem inaudível em nossa sociedade. Ainda mais agora na era virtual, em que vivemos virtualmente, esses vão de fato morrer para o mundo. Vão continuar precisando de médiuns que lhes transcrevam as vidas... E nessas horas é que acho que de fato existem universos paralelos...

O sentido (s) da vida.

A velocidade da vida tão somente aumenta a velocidade dos meus pensamentos e dos meus sonhos... e a mutiplicidade dela (vida) tão somente os mutiplica...E eu quero tanto, com tanto encanto que espero que não se desencante o fato de eu não esperar por qualquer mágico encanto, encantamento. No momento vou com o vento plantando sementes que, ao menos uma delas, deve nascer. Agarro a vida, desesperada, para que vida seja dada, gerada, que se encontre um modo que vivamos, mesmo que a morte vá chegar. Algo além de nós sempre vive. Eu não espero por outra vida, ainda que mil possibilidade de tantas coisas existam (fim do mundo, aquecimento global, extraterrestres, vida pós-morte, reencontro com Deus, universo paralelo...) eu quero simplesmente dar vida a esta vida que estou vivendo, o resto fica pra depois, pq, no fim das contas o que importa são as relações verdadeiras, nossos encontros, desencontros e reencontros, encontros...seja com natureza, família, pai, mãe, irmãos, vizinhos, amigos, a...