sábado, 7 de julho de 2018

Metamorfoses

Caminho um caminho desconhecido. São passos de silêncio. Algo incomunicável, pq incompreensível. É gota de chuva em dia de festa, da qual dá ímpeto de se esconder mas se descobre que dá pra brincar e brindar. É por do sol de repente, em meio caos, aos carros, aos prédios, luz que se observa colorir o horizonte dos olhares desatentos, atentos a outro olhar... É luar intocável, no céu distante, mas acalentador, bonito, sorriso da noite. É silêncio pq minhas palavras não tem morada nem coração pra pousar. Sigo calada essa jornada do meu despertar. Coração sincero borda discreto o amor sem lugar pra se enfeitar, ri pra si mesmo, ri de si mesmo, e tenta voar. Sair do casulo, borboletear.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Pó de estrelas...

Tem coisas que não se explicam pq nem a gente entende... A gente sente, simplesmente!... E de tão simples a mente acha que vc mente, só o coração compreende, pq abraça e fica quentinho, faz lá dentro um carinho de aconchegar... Ás vezes não faz sentido o que não tem mais pressa, que não se expressa, não é expresso, embora tenha em si uma saudade ancestral que puxa pela memória algo conhecido, talvez já sentido muito embora diferente... A mente acha que mente, é medo. Mas coração tranquilo sabe que é seguro, o que não seguro, quer apenas ver voar... Ser galho e pássaro, o porto e o mar... Devagar, devagar. Apesar de desejar muito, preferir caminho seguro guiado pelos astros, nos rastros do pó das estrelas que viemos, pertencemos, então é apenas e tão somente, tão simplesmente, deixar estar.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Sentidos

As lágrimas molharam seu rosto, ela achou que não fazia sentido. As lágrimas entenderam que não eram aceitas e pararam de tentar. Mas a razão não entendeu, o sentido pemaneceu, calado e sentido.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Flor regada à tempestade

Tem dias em que rio e apenas rio... O riso é rio suave, leva consigo muita coisa pelo caminho rumo ao mar... Mas tem dias em que a revolta bate, é tempestade a trovejar...Tempestade que não lava a alma, pq leva o mundo, destroi casas, carros e viadutos... E quem disse que era pra ter tanta matéria em meio ao mundo, onde a tempestade não possa apenas ser sem destruir... Me sinto assim, cheia de trecos dentro de mim, fora do lugar... Mas a revolta bate quando me dou conta de que tal como a terra, natureza viva, fui tirada de minha pureza por ganâncias de homens vis... Sociedade que nos violenta, mininas, mulheres, de tantas formas, como não respeitam mãe terra, quebram galhos, cortam árvores, ceifam vidas, envenenam onde deveria nascer apenas vida... É difícil não se sentir aturdida... Com seu sagrado profanado, cheio de bagulhos, que sou eu mesma, coisa por coisa, jeito por jeito vou dando um jeito de tirar de cá de dentro... Tão cansativo tudo isso, não posso nem trovejar e me inundar de tempestade que é caotico desolamento, põe fim a sentimento esse meu jeito de transbordar e arrastar tudo ao redor... E daí cansada de tirar tralhas eu me recolho e me cuido, sempre eu, com ajuda das amigas, dando a mão, suspirando, respira fundo, fortalece, borda mundo que o que se tece é do que vamos dando jeito dos cacos pelos caminhos... Sempre a gente, nós por nós mesmas... Agradecendo a graça de não ter sido violentada hj, agradecendo a gentileza prestada como presente como se não fossemos obrigadas a ser gratas sempre... Mas a revolta bate, bate, bate... Não tenho ódio de homens, tenho ódio do direito de seguirem, sãos e sadios, vadios, enquanto nos sustentamos umas as outras e ao mundo... Ódio de classe eu tenho, até das manas que podem pagar pela sabedoria ancestral que nos foi roubada quando colonizada e hj é moda ritual de cura. Enquanto a vida dura seguimos com as contas na mão a pagar, mendigando um lugar de silêncio e paz, silenciando revoltas, comendo dias inglorios para que não se transformem em veneno a nos secar por dentro antes da vida acabar. Quando sorrio, gargalho, minha risada é resistência, é flor da aparencia nascida das lágrimas que secaram e regaram toda dor da existencia e assim eu dobro a vida em flor (de espinhos) e sigo meu caminho, sorrindo.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Caminhante bailarina descompassada

Caminho entre meus próprios pensamentos, ao som do ritmo das ruas... Cá dentro, cachoeira tranquila às vezes faz tempestade, nada que se alastre, ouço o som do tilintar, gota, gota, pensamento se esgota rumo ao mar... Já não divido tempo espaço matéria artéria fogo tempestade partículas gotas areias o outro entre mim e o mundo é tudo meio junto mas cada um tem seu lugar. Voou devagar a devagar... Sem pressa, expressa que às vezes é só preciso saber onde pousar. Mas galho não é lar. Não há morada pra caminhante errante, bora que o destino é só devagar sem desatino, devagar caminhar caminho. Lindo, lido entre cores, entre flores, às vezes entre concreto e cinza, cinzas, de vez em quando uma bailarina e sigamos a bailar... Passo a passo, descompasso e sigo no ritmo do caminho que tem brisa leve, voou devagar a devagar...


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Caminhos e caminhadas...

Sinto-me cansada de seguir so, apesar de amar ficar sozinha... Quem explica... Talvez não seja tão complexo, apenas desconexo com as narrativas sobre relações no mundo... E simples de tudo, e so dar as mãos em algum lugar, e seguir, e caminhar, que cada um tem seu caminho, não adianta tentar seguir e se calar, ha de deixar estar... Mas de mãos dadas de vez em quando abranda qualquer pranto, deixa aconchegar sem se acomodar.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Realidade Virtual

De repente somos apenas uma colcha de retalhos esquizofrênica em busca de nos conectar... Uma conexão mentirosa que apenas deixa estar à distância, sem se tocar... À espera da proxima curtida, curtir a vida tb passa a ser o que se possa postar... Um mosaico de retalhos de relações irreais... Momentos ao vento e nada mais... É a felicidade tao breve quanto o gozo de um like... Quero intensidade de verdade, nem que seja na solidao, que seja intenso, verdadeiro, anônimo e a sós, que seja real.