domingo, 5 de fevereiro de 2017

A insustentável leveza do ser...

Às vezes sinto-me num livro de Milan Kundera... cada peso e cada leveza de se ser o que se é... Mas não estamos em tempo de seres... A hora é de atitude. Mas há algo que talvez mude um tanto no peito cá dentro calado, tentando nascer, gestado... mas a hora é de revolucionar... o ser... Mas parece que não é tempo de ser, é tempo de lutar... Mas eu queria acalmar, respirar, aprender... a escolha do ser, sem reverso, o peso de cada escolha... e a sensação de que há quem não tenha escolha... é lutar ou rastejar...E eu aqui, reivindicando existência... se a hora é de resistência... Resisto a desistir, a agir sem pensar... Resisto em sentir, ainda que sensação confusa que seduza sem saber que é sedução... O charme faz parte da vida, mas não faz parte da ação... ou não... Ai que confusa... Não sei se guardo as energias pra lutar ou se ardo na chama que tanta energia me provoca e encanta... Era o que sufoca, hoje é deixa estar... Não me abalo, permaneço, porque se me derreto nada resta da guerreira que sou... Estou de pé, deito-me de coração na ação que quiser, no olhar que me aceitar guerrear e adormecer de prazer. Se assim não for, deito-me no conforto do meu ser, ainda que sozinha, de prazer, e depois sigo em coletivo a lutar.

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