terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O Grito

Nao tem sido raro faltar-me palavras...Mas qnd elas me faltam sinto-me na mais plena e profunda solidao...parece-me que assim faltam tambem sentimentos...sem invento falta a criacao na qual me reconheco ser em mim...ora, nao eh aquela falta desatinada de quem vive a vida sem tempo pra escrita de tanta vivencia...eh tao soh essa falta sufocada, desolada de quem soh diria sentimentos vis, incomunicaveis, indiziveis por nascerem abortados, por serem mortos, infrutiferos...oh sufoco...eu diria coisas tao belas se as soubesse agora...eu diria, diria sim...se eu admirasse, se eu me admirasse, se eu estivesse de olhos abertos e atentos eu diria sim...eu faria uma critica social, diria coisas belas, descreveria detalhes, seria leveza, poesia doce que refresca a alma ao se entender...eu a faria, combinaria palavras amigas e tal qual uma musica, elas palavras notas bailarinas dancariam por ai, a fazer dancar tambem as gentes...mas eu nao digo, nao faco pq nao posso, minha agua hoje eh impropria pra consumo...e o tedio me auxilia a remexer velhos sentimentos envelhecidos pela poeria q lhes aterrei...e assim eu componho um conto triste, desses que narram O Grito...mas meu grito eh mudo...entao eu insulto esse espaco sem alvidez, sem voz, eu me calo e falo e falo...e falei...e nao te disse nada, q bobagem...escute o silencio...eh a minha voz ensurdecida pelo som tipico da solidao...

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