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Doutora aos 25...

Reflexão do dia... Que não é bem do dia, posto que não é de hoje que penso sobre isso, mas há ingredientes a mais de últimas experiências... Então, vamos lá! Quase 4 anos de formada... Dava pra terminar uma outra graduação, para ter concluído um mestrado e ainda para estar em fase de conclusão de um doutorado. Seria doutora aos 25. Doutora aos 25?... Já passei por essa experiência da prematuridade; como quase tudo, tem seus dois lados... Aprender sobre a vida, dar os passos iniciais, ter conflitos adolescentes e ainda aprender sobre Jakobison, Saussure, Candido, Blanchot, Bakhtin não é tarefa das mais fáceis; enfim... Mas ser doutora aos 25, estar apta a ensinar no ensino superior, até das melhores universidade (posto que nessas o quadro é majoritariamente de doutores...), seria algo bem mais delicado... Questiono-me incessantemente, será que ensinar é só ensinar a teoria? Mesmo que não no ensino de base, no qual a marca da cidadania é sempre presente, logo, ensinar não...

Diários de Motocicleta...

(Amanhã é aniversário da Larissa. Nada melhor para se lembrar do que de alguém que muito me inspirou essa paixão pelas viagens e por conhecer lugares novos, gente e costumes diferentes, etc.) Chapadinha/MA. Quem diria que uma viagem de férias de fim de ano seria capaz de mudar uma (ou várias...) vida. Há coisas que parecem acontecer só em filme, mas nada como estar disposto a viver para se perceber que o insólito está sempre no ar... Os dois parágrafos acima são as primeiras frases que escrevi numa tentativa de recomeçar a escrever um diário; como marco, num caderno que ganhei de uma aluna essa semana, nas duas primeiras aulas que lhe dei, uma garota de uns 14 anos. Porém, a ideia de que seriam palavras guardadas somente para mim mesma angustiou esse sentimento ao mesmo tempo violento e doce, porque empolgado mas calmo, que me atinge nessa minha experiência. Claro pois ficou essa necessidade de partilhá-lo com os amigos que queiram, que tenham paciência para ler-me, que possam, q...

Caminhos

Perco-me pelos caminhos... Que caminhar não é rotina... E existe toda uma vida feita de caminhos. Perco-me em conversas, fito fitas passageiras, às vezes conversa alheia, às vezes em escutar (canções antigas, sempre buscadas, sempre vívidas...), livros, intrigas, pensamentos vãos (que vão, vão também...). Já disse um amigo, a festa é só um lugar: É seu caminho e caminhar que lhe dá sentido... Talvez rotina seja caminho sempre andado, por isso prefiro os desandados, esses sabem caminhar... Talvez por isso canse-me de estar sempre em casa, pois que é feito de estrada o tal do caminhar... Caminho sem fim, sem rumo, sem lugar, sem parada, sem estrada, sem pestanejar, porque há toda uma vida feita nos caminhos, não no chegar.

Água, árvores, pássaros

Água, árvores, pássaros... Teria tanto a dizer mas são esses tons que me vêm à cabeça... Talvez seja pelo tempo escasso que tenho tido em dizer-me e sobre o mundo por aqui. Há tantos temas e que perpassam mas as palavras tem fugido de mim... E me fogem porque não as prendo, porque as suspendo da minha agenda secular... Tempo pra pensar, tempo pra dizer. E a palavra tempo me vem incessante à cabeça pela falta que lhe tenho... Falta-me tempo. Questões políticas, filosóficas, existenciais... Mas quando paro como agora que é hora de criar, deixo-me recriar, esqueço-as todas, purifico-me... Talvez seja porque esse pouco tempo é um ato particular, e divulgar minhas ideias seja deveras cansativo pelo que ando a suportar... Um mundo calado e intangível... Que é silêncio de tanto barulho... que "fala demais por não ter nada a dizer"... sinto-me só por minhas ideias e ideais... Não só de solitária, pois aqueles que amo, em boa parte, compactuam comigo. A sós com o mundo, deparada com a...

Papo de buteco...

Madrugada a dentro e os pensamentos não param... E por hora a fora, escola a dentro relembro (retomo?...) minhas paixões adolecentes por outros olhos... Olhos de outros? Não. Outros olhos. Meus mesmo, mas outros. Outros como sou outra... Até porque, outrora não me imaginava assim... E penso quando é que esquecemos de ser tão apaixonados, tão ricos, tão enérgicos, quando é que deixamos de viver com tanta energia, dia-a-dia, carpe diem... É de tanto nos lembrarem, como eu os lembro, que na vida é preciso se pensar o amanhã... Ainda assim tenho dentro de mim que pensar sim no amnhã é preciso, mas insisto em sentir tempo presente... E no mais não estou ausente de mim, do lugar de aprender, escolar-se, descolar-se, conhecer, sentir, amar, conviver, viver... Aprender. É por isso que ensino, pelo tanto que aprendo, me surpreendo, me sinto viva!... E como se aprende na mesa do bar, só se pensa no amanhã na hora da ressaca!!!... Então, não aprendo e nem ensino pro futuro, é pra agora, pra todo ...

Xxxiiiiuuuuuu!!!

SILÊNCIO!!! Na verdade, na verdade, não tenho nada a dizer. (Assim como todos nós.)

Respiração

Nenhuma metáfora me vem à cabeça... Queria cantar, ouvir música, fazer música... Qualquer arte impensada inundada de tantos pensamentos... Respiro fundo, é respiração tão só. Não é canto ou meditação... é respiração tão só. Tentando desatar um nó constante no peito... Nada feito. É sempre assim... quando se respira e abre a boca pra falar mas não se fala... se cala, se perde as palavras... E era tanta coisa, tanta coisa pra falar... Incomunicáveis. Eu diria que de tudo quanto existe (só do irrisório mundo que vive em mim...), pouco existe para fora. Chega hora que é difícil comunicar esse tanto, encanto, teor de vida. Divina. A palavra é qualquer coisa divina e profana, que elucida e engana, nesse jogo de falar e calar.