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Eu vejo gente morta!

Eu vejo gente morta! Enxergo a todo tempo mortos sociais. Incomunicáveis com sua própria vida e sociedade, consigo mesmos, os mortos sociais soam como aparições. Até assustam quem os enxerga de vez em quando. E precisam de mediunidade para que alguém escreva sobre eles, sobre suas histórias (que não são estórias...) pq como sem-vidas, foi-lhes tirado o próprio direito de comunicação, direito de serem ouvidos quando falam por falarem qualquer linguagem inaudível em nossa sociedade. Ainda mais agora na era virtual, em que vivemos virtualmente, esses vão de fato morrer para o mundo. Vão continuar precisando de médiuns que lhes transcrevam as vidas... E nessas horas é que acho que de fato existem universos paralelos...

O sentido (s) da vida.

A velocidade da vida tão somente aumenta a velocidade dos meus pensamentos e dos meus sonhos... e a mutiplicidade dela (vida) tão somente os mutiplica...E eu quero tanto, com tanto encanto que espero que não se desencante o fato de eu não esperar por qualquer mágico encanto, encantamento. No momento vou com o vento plantando sementes que, ao menos uma delas, deve nascer. Agarro a vida, desesperada, para que vida seja dada, gerada, que se encontre um modo que vivamos, mesmo que a morte vá chegar. Algo além de nós sempre vive. Eu não espero por outra vida, ainda que mil possibilidade de tantas coisas existam (fim do mundo, aquecimento global, extraterrestres, vida pós-morte, reencontro com Deus, universo paralelo...) eu quero simplesmente dar vida a esta vida que estou vivendo, o resto fica pra depois, pq, no fim das contas o que importa são as relações verdadeiras, nossos encontros, desencontros e reencontros, encontros...seja com natureza, família, pai, mãe, irmãos, vizinhos, amigos, a...

São Paulo

Pessoas, pessoas, pessoas. Muitas pessoas. Muito barulho. Muito. + q beaucoup, c'est trop!

Je serai là

Je serai là. Plus à gauche qu'à droite, je serai là.

Ser eu

Eu poderia ser normal, normal de norma, normativo, normalidade, mediocridade (mediano, igual a média...). Eu poderia ter cabelos longos, chapinha, luzes, botas, salto alto, sapatos, sapatos, sapatos, maquiagem, roupa da moda, jóias, unhas pintadas, casa arrumada, cartão de crédito a pagar, bolsas e mais bolsas. E barriga tanquinho, peso 50, depois de horas e horas de academia 5 vezes por semana, mais cabalereiro uma, manicure duas. Eu poderia sim ser assim, tão assim, tão assim assim. Mas não sou do sim. Não sou assim. Eu poderia ser, mas resolvi ser, ser um ser, ser de verdade. Escolhi eu sou, ao invés do poderia ser. Eu escolhi ser, ser eu. Sou do não sou assim.

Mais

Estupenda, estupefata, luxuriante, indomável, angelicalmente inacreditável...uma mentira ambulante, uma verdade impronunciável, um contraste operante, impossível! Mas é a mais pura verdade! Uma humanidade humana e humanamente pura e torpe. No que se esconde e a quem calhe, que se cale, a que serve esses implurais impossíveis, essa exatidão pobre, esses certos e errados, pólos feitos de costumes de desamor, pq o amor em suas infimas significações e possibilidades só pode ser plural!

Amor

O amor é mesmo assim! Como assim? Assim. Assim sendo... só poderia ser assim. Assim assim. "Que tal assim? Que tal, assim? Que tal? Assim?..." Por assim dizer, assim. Desse mesmo jeito de sempre. Amor.